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Frustradas as expectativas de obter apoio nacional para a causa constitucionalista, as forças paulistas que se levantaram contra o governo de Getúlio Vargas em 1932 viram-se isoladas e, inferiores em número de homens e armas, não puderam resistir mais do que três meses.
A revolução de 1932 foi o movimento armado que mobilizou o estado de São Paulo pela restauração do regime constitucional, ferido pela revolução de 1930, e pela cessação da interferência federal no estado.
Após a deposição de Washington Luís, o Partido Democrático de São Paulo (PD), integrante da coligação que levara Getúlio ao poder, obteve maioria no secretariado civil. Contra as pretensões do PD, os tenentistas aliados a Getúlio nomearam um delegado militar para o governo estadual e um novo comandante para a Força Pública. Em 1931, tiveram início manifestações populares que exigiam a retirada dos tenentistas e a nomeação de um interventor “civil e paulista”. Surgiram organizações legais e grupos clandestinos, alguns dispostos à luta armada. Em janeiro de 1932, o PD rompeu com o governo federal, atitude que foi endossada pelos cafeicultores paulistas.
Formou-se então a Frente Única Paulista (FUP), que uniu antigos adversários políticos: o PD e o Partido Republicano Paulista (PRP). O Rio Grande do Sul rompeu com Getúlio e solidarizou-se com os paulistas. O comando militar revolucionário coube ao general Euclides de Oliveira Figueiredo e depois ao general Bertoldo Klinger, de Mato Grosso, sob a chefia suprema do general Isidoro Dias Lopes. Em 9 de julho começaram os combates, com a Força Pública unida às tropas do Exército aquarteladas em São Paulo. Contava-se como certo o apoio dos outros estados, o que não ocorreu. Klinger chegou a São Paulo no dia 12, acompanhado apenas de uma centena de soldados, e não dos cinco mil que prometera aos líderes da FUP.
O Rio Grande do Sul retratou-se ante o governo federal e Minas Gerais prolongou sua indefinição até que, diante do avanço das tropas paulistas sobre seu território, voltou-se contra o movimento. Em todo o país repetiram-se as adesões oficiais ao governo central, enquanto simpatizantes organizavam levantes, sem sucesso, para dar apoio militar aos paulistas. Em setembro, Klinger solicitou o armistício e em 2 de outubro a Força Pública, que dias antes entrara em contato direto com as forças federais e abandonara a luta, depôs o governo revolucionário.
A causa constitucionalista fortaleceu-se significativamente com a revolução, apesar da derrota. Do ponto de vista do governo federal, o movimento paulista era ilegítimo, liderado por políticos marginalizados pela revolução de 1930. Para a oligarquia paulista, no entanto, o episódio se interpreta como luta pela reinstauração da ordem legal e das liberdades democráticas fundamentais.

A CAUSA SEPARATISTA

O principal motivo pelo qual as tropas Paulistas lutavam era sem nenhuma dúvida pela constitucionalidade,pela democracia e pela liberdade.

Entretanto é bom se ressaltar que como em toda guerra existiam correntes ideológicas das mais diversas,dentre elas a correnet separatista Paulista,esta não era a mais popular,mas tinha seua dptos e defensores.

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